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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Seu Jorge

Não aguento mais minha rotina. É todo dia a mesma coisa: acordar cedo, ir pra escola, perder minha tarde no computador, tomar banho, e dormir. É sempre igual, e eu não aguento mais. O dia é longo, e eu acho que posso aproveitar mais, acho que devo aproveitar mais. Mas sabe, ando muito desmotivada, não tenho um porque de aumentar minhas atividades diárias, me sinto extremamente sozinha.
Não tenho alguém pra conversar, alguém pra me apoiar e isso esta me deixando doida.
A pia da cozinha passou a se chamar Julia, e o sofá chama-se Jorge.
Isso, até então não era problema pra mim, porque, afinal, todo mundo tem amigo imaginário e coisa e tal. Mas senti que a coisa tava feia quando passei a chorar quando descobri que a minha mãe vai trocar de sofá.
Isso mesmo, meu companheiro, meu amigo, fiel, parceiro de todas as tardes, será substituído. Aí eu penso, passo minha vida toda com Jorge, aí, de repente, eu descubro que ele será trocado por um Ricardão.
Pra quem não ta entendendo o meu sofrimento, é só pensar na sua própria vida. Quantas vezes somos trocados? Ou temos que nos acostumar longe de alguém? Aqueles que nos acompanham á anos, de uma hora pra outra temos que substituir.
Com certeza, eu nunca vou esquecer Jorge, por mais que agora ele será embrulhado numa lona preta e esquecido em um canto da nossa garagem, eu vou lembrar dele sempre.
Como ninguém o conhece, eu vou apresenta-lo. Jorge morava na casa da minha bisavó, quando eu ainda nem tinha nascido. Aí quando minha bisavó faleceu, ele foi pra casa da minha avó, e passou bons anos lá. E, por fim, á cerca de sete ou oito anos, Jorge passou a morar na minha casa. Ele já viajou muito, e agora, no momento que mais precisará de descanso, ele será esquecido e substituído. Isso me corta o coração.
Para os seres humanos, ele não passa de um sofá amarelo, mas para mim, ele é um companheiro.
As pessoas preferem valorizar um colega, ou um vizinho, que diz ser amigo, até que dá o bote. Preferem sempre o mais bonito, o mais poderoso, o mais rico. Mas, no final, sempre acabam perdendo. Será que ninguém da valor as pequenas coisas? Será que ninguém mais vê vida onde a mesma parece não existir?
Mas, os bons sempre vencem, e no final, as pessoas vão aprender a valorizar a coisa certa, e deixar de lado aquilo que não presta. Mas aí, pode ser tarde de mais.

Ei, isso é apenas ficção /ounão

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